segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Nós, que vimos o Cirque du Soleil


Chegamos.

Não deu pra ver naquela noite o belo horizonte - que deve atingir seu ápice de beleza num fim de tarde cor-de-rosa -, mas deu pra chegar na capital mineira a tempo de contemplar muitas outras coisas bonitas.

Corremos.

Depois de mais de um dia de viagem, o obstáculo tempo, até então ignorado (de propósito - dentro do ônibus todo mundo desejava ver as horas passarem), surge. Alcançamos o alojamento a exata uma hora do espetáculo carregando mala, cuia e muita vontade de banho. No saguão do Mineirinho, onde dormimos, pequena confusão para cada grupo pegar sua chave e achar seu quarto. O relógio corria. As crianças também, mas em direção oposta. Em 15 minutos, todos tinham que estar lá embaixo novamente, o que parecia impossível.
A agonia foi tamanha que, entre escolher esperar o motorista, agrupar todo mundo e seguir de ônibus, a súbita idéia de seguir a pé, em comboios, funcionou melhor e mais rápido.
Com alguns, atletas, marchando sem arfar, e outros, enferrujados, trotando aos trancos e barrancos, alcançamos, todos, em tempo certo, a linda e branca lona do Cirque du Soleil.

Vimos.

Todos sentados - a pressa fez o nosso grupo se dispersar pela semi lotada platéia. Expectativa aterradora. Alguns bebiam refrigerante e comiam pipoca, cortesia da casa. Um pequenino apresentador surge para, com seu sotaque gringo, avisar que NÃO É PERMITIDO FAZER QUALQUER REGISTRO SONORO OU VISUAL DO ESPETÁCULO. Advertência legítima, mas ignorada pelas centenas de crianças que economizaram poses para fotografar ao vivo seus ídolos. Porém, a vigilância iredutível tudo via e deu várias broncas em quase todos os pequeninos infratores.
O espetáculo é lindo, perfeito, mágico, universal. Teve trapézio duplo de vôo, malabaristas de fogo, contorcionistas, ópera, dança, música instrumental ao vivo e um monte de coisas mais. Em qualquer lugar do mundo sua beleza plena é capaz de emocionar. A linguagem da arte fala por si só, e no Alegria isto é enfatizado ao pé da letra: o dialeto falado entre os personagens é uma língua sem palavras, inventada propriamente para este espetáculo, com o propósito de que as palavras "bloqueiam" a imaginação.

Voltamos.

Chegamos na sexta com várias horas de atraso, culpa dos engasgos do motor velho, de um engarrafamento, um pneu furado - essas trivialidades. Chegamos às dez da noite e uma recepção amorosa com amigos, familiares e um gostoso lanche nos aguardava na Picolino. Entre malas e mochilas, muita história pra contar, cansaço, felicidade, e a certeza de que valeu a pena.

2 comentários:

anselmo disse...

e eu queria estar lá

Anônimo disse...

Nossa ficou mesmo muito legal e interessate por demais o blog de vcs, não sei se vcs ainda estão lembrados de um grande grupo formado por crianças e adolescentes de canoa quebrada que completam por inteiro o projeto de circo e escola canoa criança ( Associação Cultural Canoa Criança ), que junto a vcs fizemos parte de um encontro com artistas do Cirque du Soleil e assistirmo um belo espetáculo.
visitem nosso blog como via e trocas de opiniões, onde tb estamos falando um pouco de nosa viagem:
http://www.blogfixe.com/?w=canoacri

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